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    Emagrecimento Publicado em 21 de setembro de 2026 3 min de leitura

    Como preservar massa muscular durante o emagrecimento?

    Emagrecer não significa perder só gordura: exercício de força, proteína adequada e acompanhamento ajudam a cuidar dos músculos no processo.

    Fernando Villa Verde, nutricionista

    Fernando Villa Verde

    Nutricionista • CRN-3 59345

    Especializações:

    • Nutrição Esportiva e Fisiologia do Exercício — USP
    • Fitoterapia — Santa Casa de São Paulo
    • Neurociência, Psicologia Positiva e Mindfulness — PUC-Campinas e PUCPR
    Mulher fazendo exercício de força com halteres em ambiente iluminado

    Em resumo

    • Massa magra não é sinônimo de massa muscular — e a balança não distingue gordura de outros tecidos.
    • Exercícios de força e proteína adequada, juntos, são a base para preservar músculos ao emagrecer.
    • Se medicamentos reduziram muito sua fome, conte à equipe para ajustar o plano alimentar.

    Você começa a emagrecer, as roupas ficam mais folgadas e a balança mostra progresso. Mas surge uma dúvida importante: quanto desse peso perdido é gordura e como cuidar dos seus músculos durante o processo?

    Preservar massa muscular envolve combinar alimentação adequada, exercícios de força e acompanhamento. Isso também merece atenção durante o tratamento com medicamentos como Mounjaro, Ozempic e Wegovy. As recomendações de sociedades científicas destacam esses cuidados como parte do tratamento. Consenso sobre nutrição e terapias com GLP-1.

    O que a balança não conta

    O peso corporal reúne gordura, músculos, água, ossos e outros tecidos. Por isso, emagrecer não significa perder exclusivamente gordura.

    Também vale esclarecer uma confusão comum: massa magra não é sinônimo de massa muscular. Uma mudança na massa magra estimada pode envolver água e outros componentes, além dos músculos.

    A pergunta que deve acompanhar o número da balança é: “Como estão minha força, minha alimentação e minha capacidade de realizar as atividades do dia a dia?”

    Dê espaço ao exercício de força

    Musculação, exercícios com elásticos e movimentos com o peso corporal são formas de trabalhar força. O programa precisa respeitar seu condicionamento e progredir com orientação profissional.

    Em um estudo com idosos com obesidade em processo de emagrecimento, os grupos que fizeram exercícios resistidos, isoladamente ou combinados com aeróbicos, preservaram melhor a massa magra do que o grupo que realizou apenas exercícios aeróbicos. A combinação também trouxe benefícios para a função física. Estudo publicado no New England Journal of Medicine.

    Na prática, vale pensar em um treinamento que caiba na sua semana. Qual horário é viável? Onde você consegue treinar? Que apoio precisa para começar?

    Cuide da proteína sem esquecer o restante da alimentação

    A proteína fornece matéria-prima para os músculos. Durante o emagrecimento, sua quantidade precisa ser ajustada às necessidades individuais.

    Ovos, leite e derivados, carnes, peixes, feijões, lentilhas e soja podem participar dessa organização. Suplementos podem ser úteis em algumas situações, mas não são obrigatórios.

    Comer mais proteína, sozinho, não substitui o estímulo do exercício. O cuidado envolve também energia suficiente, variedade alimentar e uma estratégia que você consiga manter. Recomendações nutricionais para quem utiliza GLP-1.

    Se o medicamento diminuiu muito sua fome, conte isso à equipe

    Com menos apetite, pode ficar difícil completar refeições ou atender às necessidades nutricionais. Náuseas e outros desconfortos também merecem acompanhamento.

    O plano alimentar deve acompanhar essas mudanças. Comer cada vez menos não precisa virar uma meta.

    Acompanhe o progresso além do peso

    Na consulta nutricional, podemos avaliar sua alimentação, rotina e evolução da composição corporal. A bioimpedância pode ajudar nesse acompanhamento, mas seus resultados precisam ser interpretados considerando hidratação e condições do exame.

    Vale observar também como você está se sentindo: houve queda persistente de força? As tarefas habituais ficaram mais difíceis? Esses sinais merecem avaliação, embora não confirmem, sozinhos, perda muscular.

    Meu trabalho é ajudar você a organizar esses cuidados dentro da sua realidade. Podemos construir uma alimentação compatível com seus gostos, seu tratamento e seus treinos, acompanhando os ajustes necessários ao longo do caminho.

    Referências científicas

    1. 1.

      Nutritional priorities to support GLP-1 therapy for obesity

      Mozaffarian D et al. 2025.

      Ver estudo
    2. 2.

      Aerobic or Resistance Exercise, or Both, in Dieting Obese Older Adults

      Villareal DT et al. New England Journal of Medicine, 2017.

      Ver estudo

    Quer conversar sobre seu caso?

    O acompanhamento é individual e considera sua rotina, objetivos e histórico de saúde.

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